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Ex-empresário do filho 04 de Bolsonaro é preso por comércio ilegal de armas

Foi preso na manhã desta quinta-feira (5), em Águas Claras no Distrito Federal (DF), o empresário e influenciador digital Maciel Carvalho, 41 anos.

Macial Carvalho, ex empresário de Renam Bolsonaro, é preso / Foto: Reprodução (O Globo)

Investigado pelos crimes de posse, porte e comércio ilegal de armas de fogo, é o principal alvo da Operação Falso Coach, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). As investigações mostram que o suspeito teria usado documentos falsos para comprar um arsenal de armas.

O blogueiro, que tem mais de 420 mil seguidores, já deu entrevista ao lado de Jair Renan, filho 04 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem era empresário. Na ocasião, Maciel se apresentou como advogado e ex-pastor da igreja Assembleia de Deus. O atirador também se diz coach e empreendedor.

De acordo com informações do portal Metrópoles, o blogueiro era homem de confiança do 04 e que ficou responsável pelo registro de uma ocorrência policial após a casa de Jair Renan, no Lago Sul, ser pichada por vândalos, em 29 de setembro de 2022.

Além disso, Maciel também ministrou aulas de tiro para o filho de Bolsonaro e para a mãe de Jair Renan, Ana Cristina Siqueira Valle. A PCDF, entretanto, descarta envolvimento da família do ex-presidente nos crimes investigados na Operação Falso Coach.

O ex empresário de Renan Bolsonaro estava em liberdade provisória e usava CPFs falsos para ocultar antecedentes criminais e conseguir o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Com o documento, o blogueiro conseguiu comprar diversas armas de fogo.

Segundo a polícia, ele ministrava cursos de armamentos e tiros, além de vender armas, por meio das mídias sociais, onde postava anúncios para atrair clientes e alunos.

Além do armamento, Maciel coleciona registros criminais por falsificação de documentos, estelionato, organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, uso de documento falso e disparo de arma de fogo. O indiciado pode ser condenado a até 19 anos de prisão.

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