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EUA e UE confirmam expulsão de bancos russos do sistema Swift

Os Estados Unidos, o Canadá, o Reino Unido e a União Europeia concordaram neste sábado (26) em bloquear alguns bancos russos do sistema de pagamentos global Swift e impor “medidas restritivas” ao Banco Central da Rússia em retaliação à invasão da Ucrânia.

Presidente da Rússia Vladimir Putin durante entrevista coletiva em Moscou (09-09-2021)
Foto: Shamil Zhumatov (Reuters)

As medidas foram anunciadas conjuntamente como parte de uma nova rodada de sanções financeiras destinadas a "responsabilizar a Rússia e garantir coletivamente que esta guerra seja um fracasso estratégico para [o presidente russo Vladimir] Putin". As restrições ao banco Central visam US$ 600 bilhões (mais de R$ 1 trilhão) em reservas que o Kremlin tem à sua disposição.

"Isso garantirá que esses bancos sejam desconectados do sistema financeiro internacional e prejudiquem sua capacidade de operar globalmente", escreveram as nações em comunicado conjunto divulgado pela Casa Branca.

O Swift (Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais, em inglês) é um sistema que permite o pagamento e a transferência de recursos entre empresas de países diferentes, padronizando as informações financeiras.

O consórcio com sede na Bélgica liga mais de 11 mil instituições financeiras em 200 países e territórios, atuando como um hub fundamental para possibilitar pagamentos internacionais. No ano passado, o sistema registrou uma média de 42 milhões de mensagens por dia.

A medida não atinge todo o sistema financeiro da Rússia como deseja a Ucrânia. Ou seja, o país, pelo menos por enquanto, ainda poderá colher receitas de suas vendas de gás para a Alemanha, Itália e outras potências europeias.

Até o início dos ataques militares russos na semana passada, a Alemanha e a Itália se opuseram à proibição geral de transações com a Rússia, que cortaria cerca de 40% da receita do governo russo. Mas nos últimos dias, sua postura começou a mudar.

Aliados de ambos os lados do Atlântico também consideraram a opção Swift em 2014, quando a Rússia invadiu e anexou a Crimeia e apoiou forças separatistas no leste da Ucrânia. A Rússia declarou então que expulsá-la do sistema seria equivalente a uma declaração de guerra.

Os aliados, criticados desde então por responderem muito fracamente à agressão da Rússia em 2014, arquivaram a ideia. Desde então, a Rússia tentou desenvolver seu próprio sistema de transferências financeiras, com sucesso limitado.

A suspensão da Rússia do Swift é um pedido direto da Ucrânia, que espera ver um pacote de sanções mais rígido. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmitro Kuleba, disse na sexta-feira que pressionou o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, "a usar toda a influência dos EUA em alguns países europeus hesitantes para banir a Rússia do Swift".

Fonte: Estadão

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