
A Polícia Federal negou que uma pessoa presa após os atos criminosos ocorridos no domingo (08), em Brasília, tenha morrido enquanto esperava para ser identificada e ouvida na Academia da PF, para onde os acampados no QG do Exército foram levados.
Além da corporação, familiares da suposta vítima também negam a história, pois a senhora Deolinda Tempeste Ferracini faleceu em decorrência de um AVC em 10 outubro de 2022, portanto não participou dos atos antidemocráticos.
No início, vídeos disseminados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), gravados onde estão detidos na PF, mostram a atuação do Corpo de Bombeiros no local, socorrendo uma mulher que teria passado mal, mas sem indícios da suposta morte.
Em seguida os bolsonaristas passaram a publicar a foto da senhora Deolinda, informando que ela seria a suposta vítima.
De acordo com a neta da senhora retrata na foto usada pelos extremistas bolsonaristas, o clique foi feito por seu esposo em 2018 para uma campanha promocional.
Em seu perfil no Instagram, o esposo da neta e autor da fotografia, Eduardo Carvalho, criticou e denunciou o uso mal intencionado da foto e pediu que denunciem as publicações.

De acordo com o Governo do Distrito Federal, foram destacados vinte profissionais de saúde para acompanhar os 1.200 detidos na academia da PF, segundo os quais 273 atendimentos foram realizados, com a transferência de 30 para uma unidade de saúdo. Apenas três permanecem internados.








