Durante o auge da pandemia da Covid-19 , Carlos Bolsonaro , filho do então presidente do país, aproveitou para atuar na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro de maneira remota, hospedado em um hotel de Brasília, com diárias pagas com cartão corporativo da Presidência da República .

A nota fiscal foi divulgada esta semana pela agência Fiquem Sabendo – especializada em pedidos pela Lei de Acesso à Informação.
De acordo com a Nota Fiscal divulgada pela agência, o vereador carioca ficou hospedado no Hotel Nobile Suítes Monumental em Brasília, ao custo de R$ 2.300 para aos cofres da União. A justificativa do gasto foi registrada como “hospedagem de segurança de familiar do presidente” .
Contraditório, enquanto fazia o “home office” de luxo, pago com recursos públicos da presidência, Carlos Bolsonaro criticava a recomendação de isolamento social, como medida de prevenção contra a Covid-19.
No dia 18 de março daquele ano, por exemplo, provavelmente de dentro do quarto do hotel, o filho do presidente postou uma crítica contra a recomendação dos governos estaduais e municipais de isolamento social:
"Aumento de impostos, fique em casa e economia vemos depois: como governadores e prefeitos têm agido! A falta de bom senso e razoabilidade leva o país ao caos!", escreveu ele.
No mesmo dia em que Carlos Bolsonaro criticou e atacou as medidas de isolamento social impostas na pademia, o vereador participou de maneira remota de sessões da Câmara, ao mesmo tempo que cilegas, sobretudo os mais jovens, participaram presencialmente dos trabalhos na Câmara, onde as sessões ocorriam de forma híbrida.
Além disso, durante a sessão realizada naquela data, Carlos registrou presença, mas só participou de uma das duas votações realizadas. Na outra, não se manifestou.
Em dezembro do mesmo ano, o vereador chegou a registrou presença em sessão da Câmara Municipal, mas foi flagrado em Brasília acompanhando a gravação de um vídeo no gabinete de Jair Bolsonaro.
Conforme os registros, durante as sessões da Câmara Municipal carioca, que ocorriam de maneira híbrida à aquela época, Carlos Bolsonaro optava por participar de maneira remota e com a câmera do dispositivo fechada e sem se manifestar nos debates.








