Com gol de Kaio César e brilho de Hugo Souza, Corinthians busca empate contra o Estudiantes em La Plata e decide em casa para avançar

O sonho do bicampeonato da América segue vivo. Em uma noite de clima tenso, pegada física e muita alma copeira em La Plata, o Corinthians buscou o empate em 1 a 1 contra o Estudiantes, no Estádio Jorge Luis Hirschi, na partida de ida das quartas de final da Libertadores realizada nesta quarta-feira (09). Alexis Castro marcou para El León, enquanto Kaio César empatou para o Timão.
Depois de tomar um balde de água fria logo nos minutos iniciais, a equipe do Parque São Jorge soube sofrer, contou com grandes defesas de Hugo Souza e reajustou a postura na etapa final para garantir um resultado precioso em solo argentino.
Com o placar igualado, a vaga para a semifinal será decidida na próxima quarta-feira (16), às 21h30 (horário de Brasília), sob a força da Fiel na Neo Química Arena. Quem vencer garante a vaga, enquanto um novo empate leva a decisão direto para as cobranças de pênalti.
O jogo
A estratégia corintiana ruiu logo no primeiro escanteio do jogo. Aos quatro minutos, Burgos levantou na segunda trave, Guido Carrillo testou firme e Hugo Souza deu o rebote. Atento, Alexis Castro apareceu sozinho para empurrar para a rede e fazer o estádio pulsar.
Com 19 minutos da primeira etapa, um erro grave na saída de bola cedeu o contra-ataque. Joaquín Correa deixou Castro de frente para o gol, mas Hugo Souza cresceu como um gigante e travou o segundo dos argentinos. Aos 21 minutos, Allan achou Memphis Depay na esquerda. O holandês trouxe para dentro e tentou a curva no bico da área, mas a bola subiu demais.
A pressão do Estudiantes seguiu e, as 26 minutos, em cópia do lance do primeiro gol, o Estudiantes levantou na área e Carrillo subiu soberano. Desta vez, Hugo Souza agarrou firme e evitou o pior.
O primeiro tempo terminou com os ânimos exaltados. Entre divididas ríspidas e discussões acaloradas (com direito a bate-boca entre Garro e Correa no apito final), o árbitro distribuiu seis cartões amarelos no período.
Segundo Tempo
A resposta corintiana veio no mesmo minuto, mas no segundo tempo: Allan acionou Rodrigo Garro, que descolou um passe com açúcar para Kaio César. O atacante teve frieza de veterano para dar um leve toque por cima de Muslera e deixar tudo igual.
O jogo virou lá e cá. Muslera trabalhou em chutaço de Matheuzinho após jogada de Memphis e Garro, enquanto Hugo Souza garantiu a igualdade segurando tentativas perigosas do centroavante Carrillo. A principal foi no segundo mintuo dos seis de acréscimo, quando Edwuin Cetré, pela esquerda, cruzou na área para Joaquín Correa que, de cabeça, ajusou no canto direito – o esquerdo de Hugo. O goleiro do Timão fez grande defesa e evitou que o time de La Plata assumisse a frente do placar novamente.
Nos minutos finais, Matheus Bidu ainda tirou tinta da trave em uma bomba de fora da área.
Além da vantagem estratégica para o segundo jogo, a noite do dia 9 de setembro entrou para a história do clube por acabar um incômodo jejum. Desde 2012, quando Romarinho calou a Bombonera contra o Boca Juniors com o gol do empate da primeira partida da final daquele ano, o Corinthians não sabia o que era comemorar um gol como visitante em fases eliminatórias da Libertadores.
Foram sete confrontos de seca fora de seus domínios. A escrita finalmente ruiu quando Kaio César tocou na saída do goleiro e colocou fim a essa incômoda marca de 14 anos.
Antes de pensar no duelo decisivo contra os argentinos, o Alvinegro precisa virar a chave para o Campeonato Brasileiro. No domingo (13), a equipe visita o Flamengo no Maracanã, pressionada para estancar a sequência negativa de quatro derrotas consecutivas no torneio nacional.







