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Antes de morrer em batalha, soldado russo envia mensagens à mãe, revelando a desinformação e ataques a civis

O embaixador ucraniano na ONU (Organização das Nações Unidas), Sergiy Kyslytsya, abriu os discursos da reunião emergencial da Assembleia-Geral da entidade nesta segunda-feira (28), apresentando o que seria o print de uma conversa, via aplicativos de mensagens, entre um soldado russo e sua mãe, ocorrida pouco antes dele ser morto em batalha.

Embaixador ucraniano na ONU lê mensagens trocadas entre soldado Russo e sua mãe, pouco antes dele ser morto em batalha / Foto: Reprodução

No diálogo é possível concluir que, tanto a população, quanto os militares russos, seriam vítimas da desinformação sobre a guerra.

"Como estão? Por que faz tanto tempo que não recebo uma reposta? Você está fazendo de fato um exercício de treinamento?", pergunta a mãe ao soldado, aparentemente sem saber da existência da guerra, mesmo cinco dias após sua deflagração;

"Mãe, eu não estou mais na Crimeia, não estou numa sessão de treinamento", contou o soldado que seria morto em combate poucos minutos depois;

Sem entender ainda, ou sem querer entender onde o filho estaria, a mãe do militar russo questiona onde ele estaria "Onde você está então? Papai perguntou se eu posso mandar um pacote". O rapaz entra nas amenidades e pergunta que pacote o pai queria lhe mandar, talvez pensando bem, tentando polpar a genitora;

Na sequência, a mãe do soltado parece ter assimilado a informação e questiona: "do que é que você está falando? O que é que aconteceu?"

Aí vem a resposta que transmite o sentimento, ou o pressentimento do rapaz que seria morto minutos depois: "Mãe, eu estou na Ucrânia. Existe uma guerra real acontecendo aqui e eu estou com medo."

Nesta frase o soldado russo revela aquilo que seriam crimes de guerra, num formato de “confissão do pecado“: "Nós estamos bombardeando as cidades, inclusive civis".

Em seguida, o militar demonstra que os motivos do combate estariam sendo deturpado na mente dos russos, que por sua vez estariam acreditando que incursão na Ucrânia era uma missão de salvamento contra uma mal inexistente, criado artificialmente:

"Nós achávamos que seríamos bem vindos quando chegássemos e eles estão se jogando na frente dos nossos veículos e não querendo que nós passemos, nos chamando de fascistas."

Na última mensagem antes de ser morto em combate, o soldado russo demonstra a angústia de estar fazendo o que passou a parecer algo muito errado para ele:

"Mãe é muito difícil mãe".

Nitidamente a história comoveu, por o ministro russo falou na sequência, nitidamente desconcertado e desconexo, com um discurso frágil e pouco compreensível, incomum para diplomatas da patente dos que integram a ONU.

Veja a história completa contada pelo chanceler ucraniano, com tradução simultânea da CNN Brasil:

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