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Ameaça de Trump ao Irã: “Uma civilização inteira vai morrer hoje”

Trump fixa prazo para Teerã liberar o Estreito de Ormuz e eleva tensão com novos ataques e risco de ofensiva contra infraestrutura energética iraniana

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump / Foto: Reprodução (Getty Images – BBC)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã nesta segunda-feira (7) e ameaçou assassinar toda a população iraniana, caso não haja um acordo até a noite. 

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que uma “civilização inteira” pode desaparecer em poucas horas.

“Uma civilização inteira vai morrer hoje à noite, para nunca mais voltar. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente vai acontecer”, escreveu Trump.

Na mesma mensagem, o estadunidense disse que o Irã vive um momento de “mudança total de regime” e sugeriu que um desfecho inesperado ainda pode acontecer.

O Irã ainda não se posicionou sobre a ameaça do início desta manhã.

Prazo e novos ataques aumentam pressão

A fala veio acompanhada de um prazo de até 20h (horário local), segundo informações divulgadas por autoridades americanas.

Horas antes, os Estados Unidos realizaram mais de 50 ataques contra alvos miliares na ilha de Kharg, área estratégica para o setor de petróleo iraniano.

A ofensiva faz parte da pressão para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, rota considerada essencial para o comércio global de energia.

Caso isso não aconteça, a Casa Branca já sinalizou que pode ampliar os ataques, incluindo alvos de infraestrutura como pontes, usinas e instalações energéticas.

Irã mobiliza população e sinaliza resistência

Enquanto os canais diplomáticos não avançam, o Irã também dá sinais de que não pretende ceder à pressão americana.

Autoridades do país passaram a convocar a população para formar correntes humanas ao redor de usinas de energia, que estão entre os possíveis alvos dos Estados Unidos.

"Essas instalações são patrimônio nacional", afirmou Alireza Rahimi, ligado ao governo iraniano, em declaração transmitida pela TV estatal.

O movimento não é inédito. Em momentos anteriores de tensão com o Ocidente, civis já foram chamados para proteger estruturas estratégicas.

Mais cedo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que milhões de pessoas estariam dispostas a “se sacrificar” pelo país. Segundo ele, ao menos 14 milhões já responderam a campanhas oficiais de mobilização.

Nos bastidores, o clima em Teerã é de apreensão. Em relatos à imprensa internacional, moradores descrevem um cenário de incerteza, com medo de novos ataques e possíveis cortes de energia.

Negociações seguem travadas

Nos bastidores, mediadores internacionais, como o Paquistão, ainda tentam avançar com uma proposta de cessar-fogo de até 45 dias.

A ideia seria usar esse período como base para um acordo definitivo que encerre a guerra.

Até agora, porém, não houve avanço concreto.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que Washington já cumpriu seus principais objetivos militares e que agora cabe ao Irã decidir os próximos passos.

Enquanto isso, ataques continuam sendo registrados em diferentes pontos do Oriente Médio.

A Arábia Saudita informou que interceptou 18 drones em poucas horas, em meio ao aumento das ações militares na região.

Também há movimentação das forças americanas para possíveis novos bombardeios, inclusive contra alvos ligados ao setor de energia iraniano.

Sexta semana de guerra

O conflito começou no fim de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra o Irã.

Desde então, houve troca de bombardeios, expansão da guerra para países vizinhos e impacto direto no mercado global de energia.

O Estreito de Ormuz segue no centro da disputa, com restrições à navegação e pressão internacional para reabertura.

A nova ameaça de Trump marca um dos momentos mais tensos desde o início da guerra, com risco de uma escalada ainda maior nas próximas horas. Outros países devem se posicionar ao longo do dia por conta da ameaça.

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