Ex-diretor da PRF cumpria prisão domiciliar e tentou fugir do Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decretou, nesta sexta-feira (26), a prisão do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante o governo de Bolsonaro (PL), Silvinei Vasques.
Vasques cumpria prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, mas tentou fugir do Brasil, rompendo o dispositivo e tentando atravessar a fronteira com o Paraguai na madrugada de hoje (26). No país vizinho ele tentaria embarcar em um voo para El Salvador.
"A fuga do réu, caracterizada pela violação das medidas cautelares impostas sem qualquer justificativa, autoriza a conversão das medidas cautelares em prisão preventiva", decidiu Moraes.
Condenação no STF
Silvinei Vasques integra o “núcleo 2” do grupo que atuou para reverter o resultado eleitoral, em 2022. Ele foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão em regime fechado por crimes como golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
A decisão da Primeira Turma do STF destaca ações operacionais, como operações da PRF no Nordeste no segundo turno para dificultar votos a Lula (PT), monitoramento de autoridades e coordenação para ruptura institucional. Ele também teve direitos políticos suspensos, inelegibilidade e multa coletiva de R$ 30 milhões.








