Após ter negado em primeiro momento, o aliado e as vezes advogado de Jair Bolsonaro (PL-RJ), Frederick Wassef, veio a público nesta terça-feira (15) para esclarecer o que a Polícia Federal vem chamando de ‘Operação Resgate’, realizada pelo entorno do ex-presidente para recuperar joias recebidas pela Presidência da República, ilegalmente apropriada e vendidas pelo que foi classificado pela corporação como “organização criminosa”.

Ao abordar as alegações que envolvem o relógio Rolex que ele confirmou ter ido aos Estados Unidos para recomprar, Wassef negou envolvimento com a suposta “operação de resgate” e frisou que a recompra da joia foi realizada com o intuito de presentear o governo brasileiro.
O Rolex em questão havia sido originalmente presenteado a Jair Bolsonaro por autoridades sauditas durante uma viagem oficial em 2019. No entanto, o item que é considerado patrimônio público foi levado para os Estados Unidos pelo ex-presidente e, posteriormente, ilegalmente vendido por seu ex-ajudante de ordens, Mauro Cid.
A situação chamou a atenção do Tribunal de Contas da União, que solicitou que o capitão da reserva entregasse joias suíças recebidas oficialmente.
Wassef disse que sua viagem aos Estados Unidos já estava agendada e que a compra do relógio foi feita com recursos próprios. O advogado apresentou um recibo de compra no valor de US$ 49 mil como comprovação da transação e enfatizou que o objetivo era fazer com que o relógio chegasse ao governo brasileiro.
Além disso, Frederick negou qualquer tipo de amizade próxima com Mauro Cid e afirmou que sua relação com o ex-assessor de Bolsonaro é estritamente formal.
Segundo Wassef, o relógio foi adquirido através de pagamento em espécie por três motivos específicos, a conformidade com as normas de registro de compra dos Estados Unidos, a legislação local e um desconto de US$ 11 mil.
O advogado não citou que o pagamento em espécie também evita a taxa de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) do Brasil, que seria aplicada em caso de pagamento com cartão de crédito.
A compra do relógio veio a tona por conta da investigação em curso da Polícia Federal sobre a venda ilegal de presentes recebidos pelo governo Bolsonaro.











