Prazo dado pelo presidente norte-americano termina na segunda-feira

O presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou a postura beligerante contra o Irã neste sábado (21) e deu um ultimato de 48 horas a Teerã para “abrir completamente” o Estreito de Ormuz.
Em sua redes sociais, o mandatário norte-americano alertou que a falha em remover as ameaças à via marítima estratégica resultaria na “obliteração” da infraestrutura de energia do Irã, visando especificamente as maiores usinas do país.
O status de irritação de Trump se segue de semanas de instabilidade marítima que efetivamente paralisaram o transporte através do ponto de estrangulamento de petróleo mais crítico do mundo, pelo qual aproximadamente 20% do petróleo bruto global e gás natural liquefeito (GNL) normalmente transitam.
A reação iraniana com a interrupção do fluxo comercial no Estreito de Ormuz não deve ter sido calculada por Washington, que agora acompanha a escalada dos preços dos combustíveis nos EUA, o que gera forte pressão popular contra o regime trumpista.
Infraestrutura estratégica na mira
Pressionado pela inesperada resistência do irã e pelos efeitos colaterais da guerra, a nova ameaça do estadunidense aponta para uma mudança na estratégia de alvos, indo além de ativos militares em direção o complexo energético doméstico do Irã para exercer pressão máxima sobre a liderança local.
O impacto de um potencial ataque às usinas de energia iranianas provavelmente se estenderia além da escassez de energia doméstica. Tal escalada sinaliza para uma reação de Teerã na infraestrutura de produção de petróleo do Oriente-Médio, com consequências provavelmente não calculadas pela gestão trumpista de improvisos.
Trump rejeitou sugestões de que os EUA não atingiram seus objetivos iniciais, alegando que a campanha militar está "semanas adiantada em relação ao cronograma" e já degradou fundamentalmente as capacidades navais e aéreas do Irã.











