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Trump ameaça tomar Cuba e diz que tem direito de fazer “qualquer coisa”

O republicano chegou a ameaçar tomar o país, logo após o início do conflito que se estendem no Irã, alegando que Cuba é um Estado falido

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump / Foto: Reprodução (Casa Branca)

Após a invasão à Venezuela no início no ano, com a captura do presidente eleito Nicolás Maduro, e o início dos ataques ao Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (16), que tinha o direito de fazer “qualquer coisa” que quisesse com o país.

“Acredito que terei a honra de... de tomar Cuba. Seria ótimo. Seria uma grande honra”, disse o presidente a jornalistas durante evento nos EUA.

“Quer dizer, quer eu a liberte, quer a tome... acho que posso fazer o que quiser com ela, para dizer a verdade”, continuou o republicano.

Nos últimos dias, os EUA têm intensificado a pressão sobre Cuba. O presidente norte-americano cortou o fornecimento de petróleo venezuelano para o país e ameaçou impor tarifas a qualquer país que vendesse petróleo para Cuba, estrangulando a já obsoleta rede elétrica da ilha caribenha.

Cuba afirmou na sexta-feira (13) que está em negociações com os Estados Unidos na esperança de amenizar a crise. Trump declarou nas últimas semanas que Cuba está à beira do colapso e está ansioso para fechar um acordo com os Estados Unidos.

Crise energética em Cuba

Há cerca de três meses, Washington passou a impedir o envio de petróleo venezuelano para a ilha e ameaçou aplicar sanções a países que comercializem combustível com o governo cubano.

A medida agravou a crise já enfrentada pelo país, que sofre com escassez de alimentos, medicamentos e eletricidade.

A rede elétrica cubana, considerada antiga e dependente principalmente de combustíveis fósseis, foi afetada pelo bloqueio energético. Com a redução no fornecimento de combustível, os cortes de energia se tornaram mais frequentes e prolongados. Em alguns municípios, moradores relatam períodos de até 30 horas consecutivas sem eletricidade.

Nas últimas semanas, Trump declarou que o governo cubano estaria “prestes a cair”. Segundo analistas, as sanções impostas pelos Estados Unidos buscam pressionar a ilha, governada por um regime comunista, a promover reformas políticas e econômicas profundas.

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