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The Economist ironiza o proveito tirado pela China sobre a guerra errática de Trump contra o Irã

Especialistas dizem que a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã pode enfraquecer o país norte-americano, ao mesmo tempo em que dá à China ganhos econômicos e estratégicos, com Pequim se beneficiando silenciosamente da crescente instabilidade criada pelo governo Trump

The Economist trás capa com Trump desfocado, em aparente estado de tensão, enquanto Xi Jinping, de imagem clara, bem definida, sorri dos erros do estadunidense

A última capa da revista britânica ‘The Economist’ provocou um debate global à medida que a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã continua a deformar a dinâmica geopolítica. O periódico veio com a capa apresentando Xi Jinping em foco nítido, com um sorriso discreto e o título "nunca interrompa seu inimigo quando ele estiver cometendo um erro” sobre sua cabeça. De forma inversa, Donald Trump aparece desfocado, mas visivelmente com uma expressão tensa.

O visual reflete a percepção global de que a China pode estar, discretamente, ganhando vantagem, enquanto os Estados Unidos se afunda no conflito indefinido, que gera consequências negativas importantes na economia popular dos seus próprios concidadãos, além da macroeconomia estadunidense.

Sem objetivos claros, o confronto contra o Irã prometia mudar o Oriente Médio, enfraquecendo um regime “perverso” e frustrando suas ambições nucleares. Para seus defensores mais otimistas, a guerra também mudaria o mundo ao provocar um revés contra a China em ascensão e, em partes, dependente do petróleo importada do Oriente Médio pelo Estreito de Ormuz.

Porém um mês após o início dos combates, essa lógica narrada por Trump e os trumpistas permanece mais para equivocada e arrogante e sem comprovação mínima. A revista The Economist conversou com diplomatas, assessores, acadêmicos, especialistas e funcionários atuais e antigos na China, quase todos, segundo a publicação, consideram a guerra um grave erro americano. A China se manteve à margem, dizem eles, porque seus líderes entendem a máxima do título, proferida originalmente por Napoleão Bonaparte quando seus inimigos abandonavam a posição elevada em Austerlitz.

Esses Analistas apontam que a guerra não é apenas um confronto militar, mas também um teste econômico e estratégico que poderia remodelar os pilares do equilíbrio global. Enquanto Washington se concentra na pressão militar, Pequim parece estar observando cuidadosamente, fortalecendo sua posição econômica de respeito às regras internacionais e a contratos, se preparando para ganhos de longo prazo.

Para os chineses o padrão estaria ficando claro: Escalada militar dos EUA → instabilidade global → aumento dos custos → aberturas estratégicas para a China, que está se posicionando como uma alternativa econômica estável. Essa estratégia permite que Pequim ganhe influência gradualmente sem se envolver em conflitos abertos.

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