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TCU aponta irregularidades no Auxílio Brasil

Um documento assinado pela área técnica do Tribunal de Contas da União concluiu que os pagamentos do Auxílio Brasil, realizados no segundo semestre de 2022, não ajudam a reduzir a pobreza no país, e privilegiam famílias de apenas uma pessoa. Em agosto, foram incluídas 3,5 milhões de famílias no programa.

Foto: Diário do Nordeste

O parecer, relevado pela Agência O Globo, afirma que o governo teria utilizado do benefício para impulsionar a campanha de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), com o intuito de zerar as filas.

"A maior evidência é a duplicação da quantidade de famílias unipessoais beneficiárias desde 2020", afirma o documento, que ainda deve ser enviado ao plenário do TCU. 

O documento também aponta que o número de famílias participantes do programa aumentou de 18,02 milhões de março de 2022 para 21,13 milhões em outubro. Segundo a estimativa do TCU, o número de casas participantes é maior do que deveria ser. Apenas 17,62 milhões de famílias estariam elegíveis para receber o Auxílio Brasil. 

"Conclui-se que o Auxílio Brasil é menos eficiente no combate aos índices de pobreza do que o Bolsa Família", afirmou a equipe técnica do TCU. Segundo os dados coletados, o Auxílio Brasil gasta, por mês, R$ 1,72 bilhões, já o Bolsa Família, com seus critérios, custaria aos cofres públicos um saldo mensal de R$ 1,43 bi.

O relatório também aponta que o benefício não ajuda a combater a pobreza no país. Segundo o relatório, o abandono das regulamentações sobre os membros familiares privilegia casas sem crianças ou adolescentes.

Segundo a equipe técnica do Tribunal, o pagamento de R$ 600 gerou desigualdade entre os beneficiários do auxílio. 

O TCU informou que a falta de fiscalização para o Cadastro Único, dados utilizados para receber o benefício, tornam o Auxílio Brasil menos eficiente. Desde o período da pandemia de Covid-19, assistentes sociais passaram a não visitar os lares dos beneficiários.

Segundo o parecer, os níveis de atualização do CadÚnico também caíram durante a gestão de Bolsonaro. De 87,3% em janeiro de 2019, o nível de atualização caiu para 58,3% em outubro de 2021. Os dados para 2022 ainda não estão finalizados.

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