A proposta do presidente direitista amplia a jornada de trabalho, reduz as indenizações e limita o direito de greve dos trabalhadores

O projeto do presidente de extrema direita, Javier Milei, virou lei com 42 votos a favor e 28 contra. Houveram ainda duas abstenções de 12 horas que garantiu uma vitória legislativa para o partido A Liberdade Avança.
A nova lei permite jornadas de até 12 horas sem pagamento de hora extra, reduz valores de indenizações e impõe limites ao direito de greve dos trabalhadores.
Os senadores acataram as mudanças feitas pela Câmara dos Deputados no projeto do governo, excluindo o trecho que restringia licenças médicas, que gerou mais críticas da sociedade.
Milei defende que a reforma vai modernizar leis e estimular contratações. O governo argumenta que a medida combate a informalidade, que atinge 43,3% da força de trabalho argentina.
Protestos
Manifestantes protestaram do lado de fora do Congresso. Grupos de esquerda e sindicatos exibiram faixas com frases como "não à escravidão", sob forte vigilância policia.
A Confederação Geral do Trabalho (CGT) vai levar a briga para a Justiça. Após realizar greves, a principal central sindical do país planeja acionar a Suprema Corte contra a nova legislação.








