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Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, tem 5 dias para explicar emendas para igreja ligada ao Banco Master

Ministro do STF dá cinco dias para senador Carlos Viana justificar envio de R$ 3,6 milhões a fundação ligada à igreja em Belo Horizonte

Senador Carlos Viana (PODE) tem 5 dias para explicar emendas enviadas para igreja ligada ao caso do Banco Master / Foto: Reprodução (Diário do Poder)

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de cinco dias para que o Senado e o senador Carlos Viana (Podemos) expliquem o envio de R$ 3,6 milhões em dinheiro público, por meio de emendas parlamentares, para uma fundação ligada à Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (19) após deputados acionarem o STF, apontando suspeitas de uso irregular de recursos federais.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de cinco dias para que o Senado e o senador Carlos Viana (Podemos) explique o envio de R$ 3,6 milhões em dinheiro público, por meio de emendas parlamentares, para uma fundação ligada à Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (19) após deputados acionarem o STF, apontando suspeitas de uso irregular do dinheiro.

Igreja é alvo de investigação

A igreja passou a ser suspeita por possíveis fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), por suposto envolvimento em empréstimos consignados feitos com o Banco Master.

Um dos nomes que apontam esse elo é o de Fabiano Zattel, ex-pastor da igreja e cunhado do dono do banco, Daniel Vorcaro.

No pedido enviado ao STF, os deputados afirmam que a situação é preocupante, pois o senador teria destinado recursos para a entidade ao mesmo tempo em que ocupa cargo em uma comissão que investiga o caso.

Flávio Dino é relator de uma ação no STF que trata da transparência no uso de emendas parlamentares.

Ao pedir explicações, o ministro afirmou que a medida busca garantir o cumprimento de regras já definidas pelo Supremo, que exigem mais controle e clareza sobre esses repasses.

Agora, o senador e o Senado devem apresentar suas justificativas dentro do prazo.

Investigação e prisão

O nome do Banco Master aparece no centro de uma investigação federal sobre suspeitas de fraudes financeiras. A apuração envolve o banqueiro Daniel Vorcaro, e investiga a possível comercialização de títulos de crédito considerados irregulares pelas autoridades.

Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025 no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Na ocasião, a Polícia Federal apontou risco de fuga quando ele tentava embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

A investigação ganhou novos desdobramentos com a Operação Compliance Zero. A ação resultou em prisões e mandados de busca e apreensão em Minas Gerais e São Paulo. Segundo a PF, o grupo investigado pode ter movimentado um esquema bilionário baseado em títulos de crédito supostamente falsos.

O banqueiro também era esperado para prestar depoimento à CPI do Crime Organizado no Congresso Nacional. No dia do depoimento, porém, ele acabou preso novamente. Atualmente, Vorcaro está detido no Presídio Federal de Brasília, unidade de segurança máxima.

Além das suspeitas de fraude financeira, os investigadores apuram possíveis crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos. A investigação segue em andamento.

Na última sexta-feira (13), o STF formou maioria para manter a prisão preventiva de Vorcaro.

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