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Polícia Civil desvenda caso de corretora desaparecida em Caldas Novas

A Polícia Civil de Goiás mobilizou uma força-tarefa e utilizou o novo helicóptero da corporação, em operações de buscas pela corretora Daiane Alves Souza, desaparecida desde dezembro em Caldas Novas.

Polícia Civil de Goiás localiza o corpo da corretora desaparecida em Caldas Novas / Foto: Reprodução (PC-GO)

O emprego da aeronave auxiliou na varredura da região, resultando na pressão contra o suspeito, Cléber Rosa de Oliveira, síndico do prédio onde a vítima morava, que teria indicado a localização do corpo da mulher de 43 anos, nesta quarta-feira (28), em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros da cidade.

Além do síndico, seu filho, Maykon Douglas de Oliveira, foi presos como suspeitos do homicídio.

A investigação contou com o apoio de grupos especializados e recursos estratégicos, como análise de videomonitoramento.

"Hoje completa 42 dias do desaparecimento e 41 dias da notificação oficial desse crime. A gente busca muito, não só suspeitos, mas precisávamos da materialidade do caso, que infelizmente se trata de homicídio, uma vez que o corpo foi encontrado”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga, durante coletiva de imprensa nesta manhã.

O delegado-geral também exaltou o trabalho do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas, conduzido pelo delegado André Luiz Barbosa.

"Realmente fez um trabalho excepcional durante esse período, conseguindo provas de materialidade e de autoria, trazendo robustez para o inquérito policial”.

"Graças a toda equipe do GIH, Caldas Novas tem um índice de resolução de homicídio e tentativa de homicídio de mais de 91%. Hoje comprovamos esse trabalho que tem sido feito”.

Além do GIH, a força-tarefa envolveu equipes do Grupo de Investigação de Desaparecidos, da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios e da Inteligência da Polícia Civil.

Entenda o caso

Daiane foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro, quando desceu até o subsolo do prédio para verificar um problema de corte de energia no apartamento dela.

Após o desaparecimento, familiares registraram um boletim de ocorrência e passaram a procurar informações em unidades de saúde, com amigos e conhecidos.

Para a Polícia, a motivação do crime está relacionada a desavenças comerciais entre a corretora e o síndico.

"A administração dos apartamentos da família da Daiane era feita pelo síndico. Então houve um atrito aí, uma questão de relação comercial”, disse o delegado André Luiz Barbosa.

"Em novembro de 2024, a família da Daiane tira a administração do prédio e, a partir daí, inicia uma série de desavenças”, emendou.

Em depoimento, o síndico confessou o crime e afirmou ter retirado o corpo do local em sua picape.

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