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PF encontra foto de advogado investigado na fraude do INSS em piscina com deputados e senadores

Imagem foi localizada no celular do senador Weverton Rocha em investigação sobre fraudes no INSS que apura suspeita de que o advogado Willer Tomaz teria lavado dinheiro para o parlamentar

Willer Tomaz, ao centro, com punho erguido, ao lado de deputados e senadores em piscina de sua propriedade no entorno de Brasília / Foto: Reprodução (Revista Piauí – Estadão)

A Polícia Federal encontrou uma foto que mostra o advogado Willer Tomaz, alvo da última da fase da Operação Sem Desconto, que mira fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em uma piscina com pelo menos oito deputados e senadores.

O arquivo foi descoberto no celular do senador Weverton Rocha (PDT-MA), também alvo da investigação, e revelado neste sábado (8), pela revista piauí.

Além de Weverton Rocha, aparecem na imagem os deputados Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara, Juscelino Filho (PSDB-MA), Elmar Nascimento (União-BA) e Paulo Azi (União-BA). O ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), e os senadores Efraim Filho (União-PB) e Angelo Coronel (Republicanos-BA) também estão na foto.

Alvo de mandados de busca e apreensão na última terça-feira (4), Willer Tomaz entrou na mira da investigação por suposta lavagem de dinheiro para Weverton Rocha em esquema que teria ligação com fraudes no INSS.

Em nota, o advogado afirmou que repudia a divulgação de fotografia de sua vida privada, “vazada ilegalmente” e "sem qualquer relação com sua atividade profissional ou com os fatos noticiados". Ele disse que "jamais teve qualquer envolvimento com os fatos" apurados na Operação Sem Desconto e que não figura como investigado.

Segundo a revista, o registro é do dia 23 de abril de 2023 e foi feito no Rancho Tomaz, propriedade de Willer no entorno de Brasília. A viagem foi combinada num grupo de WhatsApp intitulado “Grupo Seleto”. A foto não foi mencionada na decisão do ministro André Mendonça, que autorizou a operação de terça-feira, mas é analisada pelos investigadores como parte do contexto das relações comerciais do advogado.

O senador Weverton Rocha afirmou que vai pedir providências ao STF para que se investigue "o vazamento criminoso de fotos pessoais, com o intuito de distorcer fatos e reputações".

"O vazamento dessa foto, que não tem qualquer conexão com a Operação Sem Desconto, assim como a minha família não tem, só demonstra o quanto essa ação lamentavelmente tem um viés político-eleitoral", afirmou.

Paulo Azi disse que conhece Willer há alguns anos e confirmou o encontro. Angelo Coronel afirmou não se lembrar da viagem, mas disse: "Já estive no rancho, sim".

A assessoria de Arthur Lira afirmou que ele não se manifestaria. As equipes de Juscelino Filho, Efraim Filho, Elmar Nascimento e Alexandre Ramagem não deram retorno à Revista até a publicação da matéria.

Ao pedir as buscas ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF afirmou que o advogado Willer Tomaz comprou uma casa de R$ 6 milhões em Brasília onde vive Weverton Rocha e repassou ao menos R$ 11 milhões à mulher dele, Samya Bernardes Rocha, por meio de suas empresas.

A investigação descreve o advogado como um "hub financeiro, patrimonial e logístico" de políticos, dentre eles senador do PDT, e afirma ter encontrado diversos diálogos sobre pagamentos em dinheiro vivo. A defesa de Willer negou irregularidades e disse que ele não tem relação com desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Leia a íntegra da nota de Willer Tomaz

O advogado e empresário Willer Tomaz repudia a divulgação de fotografia de sua vida privada, registrada em 2023 durante evento particular em sua propriedade, vazada ilegalmente do celular do Senador Weverton Rocha, sem qualquer relação com sua atividade profissional ou com os fatos noticiados. Tomaz reforça que jamais teve qualquer envolvimento com os fatos apurados no âmbito da Operação Sem Desconto e que não figura como investigado.

Leia a íntegra da nota de Weverton Rocha

Já estou tomando as providências junto ao STF, pedindo que se investigue o vazamento criminoso de fotos pessoais, com o intuito de distorcer fatos e reputações. O vazamento dessa foto, que não tem qualquer conexão com a Operação Sem Desconto, assim como a minha família não tem, só demonstra o quanto essa ação lamentavelmente tem um viés político-eleitoral.

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