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Pai é acusado de matar a filha com um tiro no peito após discussão sobre Trump

Caso ocorreu nos Estados Unidos durante visita da jovem inglesa ao pai; defesa alega disparo acidental, enquanto namorado da vítima relata uma discussão sobre o presidente norte-americano, Donald Trump pouco antes do tiro no peito, a queima-roupas

Pai é acusado de matar a própria filha após ela criticar o presidente estadunidense Donald Trump / Foto: Reprodução (Perfil Brasil)

O caso aconteceu em janeiro de 2025. Contudo, o julgamento foi realizado na última quarta-feira, 10 de fevereiro de 2026. Uma discussão política teria sido a causa da morte de Lucy Harrison, de 23 anos, atingida por um tiro no peito, disparado a queima-roupas pelo próprio pai, Kris Harrison.

O britânico residente nos Estados Unidos é acusado de balear e matar a filha após uma intensa discussão política sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No entanto, a defesa do pai sustenta a tese de acidente doméstico.

O que aconteceu

Lucy, que morava na Inglaterra, estava de férias em solo americano para visitar o pai na companhia do namorado, Sam Littler. De acordo com o depoimento de Sam, o clima entre pai e filha ficou tenso no dia 10 de janeiro de 2025 devido a uma “grande discussão” sobre o cenário político norte-americano.

O namorado da vítima relatou que, pouco antes do horário previsto para o retorno do casal ao Reino Unido, Kris teria conduzido Lucy pela mão até o seu quarto, no térreo da residência e logo depois ouviu um barulho alto seguido de gritos; ao entrar no cômodo, encontrou Lucy caída no chão e o pai em estado de choque. "Lembro de entrar correndo no quarto e ver Lucy caída no chão, perto da porta do banheiro, enquanto Kris gritava coisas sem sentido", disse ele em depoimento à justiça britânica.

Em sua oitiva, Kris Harrison negou qualquer desavença com a filha e afirmou que ambos assistiam a uma reportagem sobre crimes com armas de fogo quando ele decidiu mostrar a sua própria pistola à jovem. Harrison alega que, ao manusear o objeto no quarto, a arma disparou involuntariamente. "Lucy caiu imediatamente", declarou o réu, que também admitiu ter sofrido uma “breve recaída” no consumo de álcool no dia do incidente, ressaltando um histórico prévio de dependência química.

O julgamento agora avalia as provas periciais e os testemunhos para determinar se o disparo foi, de fato, um acidente negligente sob efeito de álcool ou um homicídio motivado por um desentendimento familiar.

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