Emilli Vitória, de 23 anos, não resistiu aos ferimentos; PC apura se morte foi causada por ação criminosa

O falecimento da jovem Emilli Vitória Guimarães Lopes, de 23 anos, foi confirmado pelo Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). A jovem estava internada em estado grave desde o dia 28 de janeiro, após sofrer queimaduras graves dentro de casa, em Aparecida de Goiânia. O caso, que era tratado como lesão corporal, agora passa a ser apurado como possível feminicídio.
O relato da filha e a divergência de versões
O ponto central da investigação reside na contradição entre o depoimento do companheiro da vítima e o relato da filha do casal, de apenas 3 anos. O homem afirmou às autoridades que o ocorrido foi um acidente doméstico envolvendo álcool durante o preparo do jantar.
No entanto, familiares relataram à Polícia Civil que a criança, ao ser questionada sobre o que viu, afirmou : “O papai botou fogo na mamãe”. O relato da menor foi o que motivou a família a buscar medidas protetivas e a denunciar uma possível agressão intencional, desmentindo a versão apresentada pelo investigado.
Histórico e investigação
A mãe de Emilli informou à polícia que a filha já teria sido agredida pelo companheiro em ocasiões anteriores, embora a jovem tivesse optado por manter o relacionamento. A Polícia Civil agora aguarda laudos periciais e deve ouvir novas testemunhas para determinar se o incêndio foi criminoso.
Até o momento, o suspeito não teve a prisão decretada e a defesa não foi localizada para comentar as novas acusações. Com o óbito da vítima, o inquérito ganha nova prioridade para apurar as circunstâncias exatas que levaram à morte da jovem.








