Uma missa na última quarta-feira (12) em Fazenda Rio Grande, no Paraná, foi interrompida após um dos fiéis que estava na igreja acusar o padre de pedir votos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa o segundo turno das eleições contra o presidente Jair Bolsonaro (PL).

A confusão começou já no fim da homilia, que durou 47 minutos e foi transmitida nas redes sociais, quando o padre seguia para fazer o encerramento. Durante sua fala final, ele criticou o uso de armas e aqueles que utilizam a religião para fazer política.
"O Deus da vida nunca vai pactuar com as forças da violência. O Deus da vida nunca vai estar ao lado daquele que prega o armamentismo. Porque Deus é amor, é solidariedade. E que nós católicos, como cristãos, como devotos, também não possamos aceitar o que tantas pessoas estão fazendo com a religião para angariar votos", disse o padre.
Segundos depois, uma mulher o interrompeu: "O Deus da vida é a favor do aborto, padre?". Ele, então, respondeu que não e tentou seguir com a missa, mas foi novamente interrompido. "É a favor da ideologia de gênero? Ninguém aqui fala nada (...). O senhor está pedindo voto para o Lula", afirmou a fiel.
Na sequência, o padre diz que não pediu votos a Lula e segue na condução da missa professando a fé. No entanto, um grupo maior de fiéis começa a falar enquanto ele continua a Oração do Credo. "Eu não estou pedindo voto para o Lula. Eu estou falando a palavra", diz o padre ao interromper novamente a cerimônia religiosa.
Esse episódio no Paraná ocorreu no mesmo dia em que Bolsonaro visitou o Santuário de Aparecida, onde seus apoiadores protagonizaram cenas de bebedeira aos arredores da Basílica, hostilizaram a imprensa, inclusive a Católica e até perseguiram correndo atrás de uma jovem porque ele usava camisa vermelha.








