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Mercado reage a fala de Lula contra teto de gastos. Bolsa cai e Dólar dispara

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, visita pela primeira vez o centro de transição no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), se reúne com parlamentares das bancadas aliadas, questiona responsabilidade fiscal e mercado reage mal
Foto: Reprodução (Marcelo Camargo – Agência Brasil)

O mercado financeiro passou o dia instável, após o presidente eleito fazer críticas à “ao teto de gastos”, ao defender questões sociais como se fossem antagônicas à responsabilidade fiscal que, segundo ele, interessam apenas ao mercado financeiro. O petista também questionou por que ter meta de inflação e não ter meta para o crescimento do PIB.

Como mostrou o Estadão, ganhou força na equipe de transição a opção de retirar as despesas do Auxílio Brasil do teto de forma permanente, o que desagradou o mercado. Para o setor financeiro, a saída que vem sendo negociada pela equipe de transição, que também teria de ser feita via Proposta de Emenda à Constituição (PEC), pode deteriorar a trajetória de sustentabilidade da dívida pública.

Os investidores reagiram automaticamente ao discurso desta quinta-feira. Após a fala de Lula, o Ibovespa fechou o dia com uma queda de mais de 3,7%, na casa dos 109.350 pontos, patamar que não atingia desde 30 de setembro, antes do primeiro turno das eleições presidenciais.

Já dólar subiu 4,08% e passou a ser cotado a R$ 5,40 no mercado à vista. Entre as empresas estatais negociadas na bolsa brasileira, as ações da Petrobras recuaram 1,4% (PETR3) e 3,5% (PETR4). A do Banco do Brasil (BBAS3), que abriu a sessão em alta, perdeu 2,24%.

O mercado também não reagiu bem ao anúncio feito nesta quinta-feira pelo vice-presidente eleito e coordenador da transição de governo, Geraldo Alckmin, sobre a presença do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega no grupo Planejamento, Orçamento e Gestão na transição do governo.  

Mantega chefiou o ministério da Fazenda durante governos anteriores do PT e não tem credibilidade aos olhos de boa parte dos mercados financeiros, principalmente depois de sua atuação na gestão da ex-presidente Dilma Roussef.

Com informações de Estadão / Reuters / Monitor do Mercado

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