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Menina de 9 anos morre após desafio viral das redes sociais

JackLynn Blackwell se enforcou no quintal de casa após ver vídeo do "blackout challenge". Pais cobram responsabilidade das plataformas digitais

JackLynn Blackwell, de 9 anos, morreu após participar de um desafio visto nas redes sociais, segundo a família / Foto: Reprodução

ackLynn Blackwell, de 9 anos, morreu após participar do chamado “blackout challenge”, desafio que consiste em prender a respiração até perder a consciência e que circula nas redes sociais. Segundo o NY Post, ela faleceu no início de fevereiro, no Texas, nos Estados Unidos, depois de reproduzir a prática enquanto brincava no quintal de casa, influenciada por um vídeo viral.

Antes do ocorrido, a criança havia mostrado à avó um vídeo com o mesmo tipo de conteúdo que circula em plataformas digitais e tem sido compartilhado entre usuários mais jovens. A sequência de eventos chamou a atenção da família após a menina sair para brincar, como fazia habitualmente.

Segundo o pai, Curtis Blackwell, o silêncio no quintal foi o primeiro sinal de que algo estava fora do comum. Ele relatou que estranhou a ausência de barulho e decidiu verificar a situação. Ao se aproximar, encontrou a filha desacordada e percebeu que não se tratava de uma brincadeira.

Ao relembrar o momento em que tentou chamá-la, o pai descreveu a reação. “Eu chamei ‘JackLynn’. Achei que ela estava brincando, mas não estava”, disse Blackwell.

Em seguida, o pai afirmou que tentou prestar socorro até a chegada do atendimento de emergência, realizando manobras de reanimação. Ele classificou a situação como a mais assustadora que já vivenciou e relatou o impacto de encontrar a filha naquela condição. “Foi a coisa mais assustadora que já vi”, afirmou Blackwell.

Informações sobre o desafio indicam que a prática envolve restringir a respiração, o que pode causar perda de consciência e outras complicações graves. Casos semelhantes têm sido associados à circulação desse tipo de conteúdo em redes sociais, especialmente entre crianças e adolescentes.

Os pais da criança afirmaram que conteúdos desse tipo não devem ser tratados como brincadeira. “Não é uma brincadeira, não é um jogo, é vida ou morte”, declarou Blackwell. Ele também avaliou que crianças entre 9 e 14 anos podem ser mais suscetíveis à influência de conteúdos consumidos nas plataformas digitais.

A família defende a responsabilização das empresas de tecnologia. O pai destacou que há um número crescente de casos envolvendo crianças, o que, em sua avaliação, exige medidas por parte das plataformas na forma como conteúdos são distribuídos. “Há crianças demais perdendo a vida para que as empresas não sejam responsabilizadas”, ressaltou Blackwell.

O caso ocorre em meio a um julgamento na Califórnia que discute a responsabilidade de empresas de tecnologia por possíveis danos a usuários menores de idade. As companhias envolvidas contestam as acusações.

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