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Lula exalta Maduro e chama ditadura venezuelana de “democracia”

Após reunião bilateral realizada na manhã desta segunda-feira (29) no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exaltou o mandatário da Venezuela, Nicolás Maduro, e criticou presidentes ocidentais que não aceitam o comando do presidente latino-americano no país.

Lula e Nicolás Maduro se encontram em agenda bilateral antes de cúpula sul-americana / Foto: Reprodução (Ricardo Stuckert – Presidência da República)

O petista chamou a política de país vizinho de “democracia” e mandou indiretas para o deputado Juan Guaidó, que tentou derrubar Maduro nos últimos anos. Sem citar nomes, Lula ainda criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por ter se afastado politicamente da Venezuela.

“É difícil conceber que se tenha passado tantos anos sem que se mantivesse o diálogo com um país amazônico e vizinho com o qual compartilhamos extensa fronteira de 2.200 km. Não é pouca fronteira. Possivelmente essa fronteira é mais extensa que qualquer país europeu tenha com outro país”, afirmou Lula

“Eu achava a coisa mais absurda do mundo para as pessoas que defendem a democracia negarem que você era presidente da Venezuela, tendo sido eleito pelo povo. E o cidadão eleito para ser deputado [Juan Guaidó] fosse reconhecido como presidente da Venezuela”, completou.

Organizações internacionais, inclusive o Mercosul, que suspendeu a Venezuela do bloco por não cumprir o protocolo de compromisso com a promoção e proteção dos direitos humanos, por exemplo, consideraram as últimas eleições no país “não livres” e “viciadas”.

Lula também afirmou que as relações com a Venezuela estão apaziguadas e que as portas estarão abertas ao governo Maduro. Já o venezuelano disse que o encontro marca uma “nova era” entre os países.

“A Venezuela sempre foi um parceiro excepcional para o Brasil. Mas por conta das contingências políticas e equívocos, o presidente Maduro ficou oito anos sem vir ao Brasil, o Brasil ficou oito anos sem ir à Venezuela, e nós temos um pequeno problema de ordem política, ordem cultural, ordem econômica e ordem comercial”, disse o petista.

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