De acordo com os profissionais de saúde, o idoso já estava morto havia várias horas e apresentava rigidez cadavérica

Uma clínica passou a ser investigada pela Polícia Civil de Goiás após um idoso de 77 anos ser abandonado já sem vida em frente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Senador Canedo, na última quarta-feira (4). O caso causou comoção e levantou suspeitas sobre a atuação do estabelecimento, que funcionava de forma clandestina.
Segundo relatos de testemunhas, um homem chegou à UPA com o corpo de Orlando Ferreira da Silva e o deixou no local antes de sair. A equipe médica confirmou o óbito e acionou a Guarda Civil Municipal (GCM). De acordo com os profissionais de saúde, o idoso já estava morto havia várias horas e apresentava rigidez cadavérica.
A família de Orlando foi localizada e informou que pagava cerca de R$ 1 mil para que o idoso permanecesse internado na clínica. Com base nas informações repassadas pelos parentes, a Polícia Civil chegou ao local e prendeu o proprietário do estabelecimento e o funcionário responsável por abandonar o corpo na UPA. A causa da morte ainda não foi divulgada.
Durante a ação policial, foram encontrados outros 17 pacientes vivendo em condições precárias. No local, os agentes constataram a presença de carnes estragadas armazenadas em um congelador sujo, além de alimentos guardados de forma irregular e imprópria para consumo. A clínica não possuía alvará de funcionamento e foi classificada como insalubre.
A Guarda Civil Municipal também verificou que os idosos eram mantidos em ambiente sem condições mínimas de higiene e segurança. Os envolvidos foram encaminhados à Polícia Civil, que segue investigando o caso para apurar responsabilidades e possíveis crimes relacionados a maus-tratos, exercício irregular da atividade e ocultação de cadáver.








