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Governo Trump ameaça cassar licença de TVs por cobertura da guerra no Irã

Após críticas de Trump, o presidente da Comissão Federal de Comunicações afirmou que as emissoras podem perder a licença, caso não retratem a guerra contra o Irã sob o ponto de vista do governo

Presidente da Comissão Federal de Comunicações dos Estados unidos, Brendan Carr / Foto: Reprodução (X @BrendanCarrFCC)

O presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC), Brendan Carr, ameaçou neste sábado (14) retirar a licença de transmissão de emissoras que o presidente Donald Trump acusa de distorcer informações na cobertura da  guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

A declaração foi feita após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticar a forma como parte da imprensa norte-americana tem noticiado a operação militar conjunta conduzida por Washington e Tel Aviv contra Teerã.

“As emissoras que divulgam boatos e distorções de notícias — também conhecidas como notícias falsas — têm agora a oportunidade de corrigir o rumo antes que suas licenças precisem ser renovadas. A lei é clara. As emissoras devem operar em prol do interesse público e perderão suas licenças caso não o façam.”, escreveu Carr em uma publicação na plataforma social X.

Horas antes da publicação de Carr, Trump havia usado sua rede social, a Truth Social, para criticar veículos de comunicação dos Estados Unidos, acusando-os de prejudicar o país com a cobertura da guerra.

“O New York Times e o Wall Street Journal (em particular), e outros jornais e meios de comunicação de baixa estirpe, na verdade querem que percamos a guerra. Suas reportagens terríveis são exatamente o oposto dos fatos reais!”, escreveu Trump.

Uma das críticas feitas pelo presidente diz respeito a uma reportagem publicada pelo Wall Street Journal na última sexta-feira (13). Segundo o jornal, cinco aviões de reabastecimento da Força Aérea dos Estados Unidos teriam sido atingidos e danificados por um míssil iraniano na Base Aérea Príncipe Sultan, localizada na Arábia Saudita.

Trump, no entanto, afirmou que o veículo publicou uma “manchete intencionalmente enganosa”, alegando que quatro dos cinco petroleiros aéreos  “praticamente não sofreram danos e já voltaram a operar”, enquanto apenas um teria sofrido “danos um pouco maiores”.

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