Centro de referência da Covid-19 fechado, servidores da linha de frente no enfrentamento da pandemia sem pagamento de gratificações, falta de medicamentos e até de álcool gel, são alguns dos problemas da saúde pública municipal de Valparaíso, conforme relatos de enfermeiros.

“Você está sabendo que a Secretaria de Saúde está quebrada? Diz que não tem dinheiro, não sei o que! Inclusive está faltando material, fechou um centro de covid, mas parece que vai reabrir agora, mas parece que vai reabrir agora só fazendo teste, sem médico, a gratificação que a gente tinha foi tirada”, disse um enfermeiro ao Jornal na condição de anonimato.
Segundo o servidor da linha de frente no atendimento à pacientes com suspeita ou já diagnosticados com a doença, eles não podem falar nada, se não são perseguidos:
“É difícil porque se a gente falar alguma coisa no fim vem todo mundo encima da gente e sabe? E o povo está perseguindo mesmo. Você tem que ver como é que está, você tem até que saber o que é que você fala sabe?“
No diálogo com uma colega, o enfermeiro relatou a falta de medicamentos e a fartura de dinheiro da gestão, o que não refletiu no atendimento à população:
“Eu tinha esquecido dos medicamentos. Medicamentos você também não encontra não. Não tem medicamento. Eu penso iqualzinho à você sabe? A conta chegou: O dinheiro tem, só que foi mal gasto, e a gente sabe o que aconteceu. Você está entendendo?“, disse ela.
Outro enfermeiro relatou a falta, inclusive, de álcool e luvas nas unidades de saúde:
A gente está vendo que essa gestão está complicada, está difícil, você está entendendo? Olha, está faltando álcool, luva. Como que um centro de Covid trabalha desse jeito? Está entendendo? É complicado!
Conforme informações, a unidade de referência da Covid-19 fechada em Valparaíso foi a localizada no Esplanada V, que teoricamente estaria reaberta nesta quinta-feira (26) sem médico e apenas com testes, que também faltam por vezes.
Questionada sobre as denúncias, a prefeitura de Valparaíso de Goiás não se manifestou até o momento.