O ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, prestou depoimento nesta terça-feira (14) à Polícia Federal e, desta vez, contou que recebeu as joias de diamantes do regime da Arábia Saudita como um presente para o Estado do Brasil, mudando sua própria versão anterior de que os itens eram um presente para a primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Albuquerque relatou, sem comprovar, que abriu o processo de tentar liberar as peças avaliadas em R$ 16,5 milhões e confiscadas pela Receita Federal, para que fossem anexadas ao governo brasileiro.
A história contada pelo ex-ministro desmente o que foi dito pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). Em nota publicada na semana passada, o advogado do ex-mandatário, Frederick Wassef, falou que o então chefe do Executivo federal “declarou oficialmente os bens de caráter personalíssimo recebidos em viagens”. A defesa fez referência ao relógio e outros itens valiosos avaliados em R$ 400 mil e que entraram no Brasil de forma irregular.
Os advogados de Bolsonaro usaram um entendimento do Tribunal de Contas da União, de 2016, sobre os presentes ganhados por presidentes da República. No entanto, a norma proíbe a apropriação de presentes caros, inclusive citando textualmente joias.
Albuquerque foi questionado pelos policiais federais se ele conversou com Bolsonaro sobre as peças. O ex-ministro garantiu que não. Bento também comentou que achou que o presente era para Michelle Bolsonaro porque só viu o pacote aberto durante a fiscalização no aeroporto.











