BYD, Geely e Chery entram no Top 10 global, enquanto o país se consolida como maior exportador de veículos do planeta

O mapa da indústria automotiva mundial foi redesenhado em 2025. Dados da Associação Chinesa de Automóveis de Passageiros (CPCA) mostram que a China consolidou sua liderança global ao responder por 35,6% de todas as vendas de veículos no mundo no ano passado.
Das 96,47 milhões de unidades comercializadas globalmente, 34,35 milhões foram vendidas por fabricantes chineses, volume que representa um crescimento de 9% em relação a 2024. Em alguns meses do segundo semestre, a participação chinesa chegou a 40% do mercado global, um patamar sem precedentes na história recente do setor.
Enquanto isso, mercados tradicionais como Estados Unidos e Alemanha registraram crescimento próximo de apenas 1%, reforçando o descompasso entre a indústria chinesa e os polos históricos da produção automotiva.
Chinesas avançam no ranking das maiores montadoras
Pela primeira vez, a presença da China entre as maiores fabricantes do mundo deixa de ser pontual e passa a ser estrutural. Três montadoras chinesas figuram no Top 10 global de 2025, segundo os dados da CPCA:
- BYD: 5º lugar, com 5,4% de participação global, empatada com a aliança Renault–Nissan
- Geely: 7º lugar, com 4,6%
- Chery: 10º lugar, com 3,7%
O ranking ainda é liderado por Toyota (10,8%) e Volkswagen (8,9%), mas a velocidade de crescimento das marcas chinesas coloca pressão direta sobre a hegemonia das fabricantes tradicionais nos próximos anos.
Exportações puxadas por elétricos e híbridos
Além do avanço no mercado interno, a China manteve, pelo terceiro ano consecutivo, o posto de maior exportador mundial de veículos. Em 2025, o país embarcou 8,32 milhões de unidades, um aumento de 30% na comparação anual.
O principal motor dessa expansão foram os veículos de novas energias. As exportações de elétricos e híbridos cresceram 70%, ampliando a presença chinesa em mercados estratégicos.
O México se consolidou como principal destino, seguido por forte crescimento no Oriente Médio, Europa e América do Sul, com destaque para o desempenho no mercado argentino.
Outro fator decisivo foi o preço médio de exportação, que caiu para cerca de US$ 16 mil por veículo. A combinação de escala industrial, eletrificação acelerada e preços competitivos tem permitido que os carros chineses avancem rapidamente em mercados emergentes e pressionem concorrentes globais, mesmo com a retração da participação da Tesla nas exportações a partir da China.








