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Cardeais americanos criticam Trump e as atuais políticas externas ‘destrutivas’ dos EUA

Religiosos alertaram para o enfraquecimento do papel moral no cenário mundial

Cardeais norte-americanos criticaram governo de Donald Trump / Foto: Reprodução (ANSA)

Três cardeais dos Estados Unidos divulgaram nesta segunda-feira (19) uma declaração conjunta na qual criticam o presidente Donald Trump e denunciam o que classificam como políticas externas “destrutivas” adotadas por Washington.

Os religiosos Blase Joseph Cupich, arcebispo de Chicago; Robert McElroy, arcebispo de Washington; e Joseph William Tobin, arcebispo de Newark, também alertam para a crescente polarização e para o enfraquecimento do papel moral norte-americano no cenário internacional.

A mensagem, republicada pelo Osservatore Romano, sustenta que "o papel moral dos Estados Unidos da América no combate ao mal no mundo e na construção de uma paz justa está sendo reduzido a categorias partidárias que incentivam a polarização e políticas destrutivas".

Segundo os cardeais, o país entrou, neste novo ano, "no debate mais profundo e acalorado sobre os fundamentos morais das ações americanas no mundo desde o fim da Guerra Fria".

O texto menciona os acontecimentos na Venezuela, na Ucrânia e na Groenlândia como exemplos de crises recentes que "levantaram questões fundamentais sobre o uso da força militar e o significado da paz".

A declaração também chama atenção para a forma como o equilíbrio entre o interesse nacional e o bem comum vem sendo tratado em termos “altamente polarizados”.

Além disso, os cardeais enfatizam que "o papel moral dos Estados Unidos da América no combate ao mal no mundo, na defesa do direito à vida e à dignidade humana e na promoção da liberdade religiosa está sob escrutínio".

No documento, Joseph Cupich, McElroy e William Tobin avaliam ainda a atuação internacional norte-americana à luz dos princípios apresentados pelo papa Leão XIV em discurso ao Corpo Diplomático, em 9 de janeiro.

Eles citam, em especial, a advertência do pontífice sobre a "fragilidade do multilateralismo" e a substituição do diálogo e do consenso por uma diplomacia baseada na força: "A guerra voltou à moda e o zelo pela guerra está se espalhando".

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