Após mais de 12 horas de expectativa, a Câmara do Deputados concluiu, próximo às 23h, a votação da Medida Provisória (MP) 1154/23, que trata da reestruturação dos ministérios em acordo com o que foi definido pelo novo governo. Foram 337 votos a favor e 125 contrários.

A MP foi publicada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda em 1º de janeiro, estabelecendo o total de 37 ministros, com 31 ministérios e seis órgãos com status similar. O número é maior do que o definido pela gestão anterior, de Jair Bolsonaro, que tinha 23 ministros.
O texto tinha o prazo para ser votado pelo Congresso até o dia 1º de junho, senão perderia validade e os ministérios, que já estão atuando de fato, seriam extintos.
A aprovação da MP foi mais uma prova de fogo para o presidente Lula, que se reuniu durante a tarde com o presidente da Câmara, Arthur Lira, em uma tentativa de costurar um acordo favorável ao governo. A articulação com deputados de diferentes bancadas ficou clara no momento em que o deputado Elmar Nascimento (União-BA) discursou em defesa da Medida Provisória.
"Fizemos reunião dos partidos que estavam dispostos a votar contra o governo e houve divisão. Alguns achavam que deveriam caminhar favorável, outros que deveriam caminhar contra. Seguindo o que senti do pulso da minha bancada, eu encaminhei, no sentido da reunião interna, que a gente deveria votar contra o governo nesta matéria hoje. Fui vencido, levei a posição para minha bancada com toda honestidade, toda lealdade e pedi um último gesto, que a gente pudesse votar com o governo essa noite", disse.
O deputado afirmou ainda que ele iria entregar todos os votos que pudesse pelo União Brasil a favor da MP.
Contrários à medida, deputados do PL e do Novo defenderam a não aprovação do texto. O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) criticou a demora para o início da sessão, que estava marcada para a manhã desta quarta-feira.
"Nós estamos aqui há 12 horas esperando para saber o que vai acontecer. A estrutura administrativa anterior deve ser mantida. É o entendimento de muitos parlamentares com os quais temos conversado nos últimos dias", defendeu.











