Os governos de Goiás e dos Estados Unidos assinaram, na manhã desta quarta-feira (18), um memorando de entendimento para aumentar o acesso de empresas americanas a minerais críticos e terras raras no estado.

O acordo tem três pontos principais, o levantamento de todo o potencial mineral de Goiás, em parceria com o governo norte-americano, a manutenção das prerrogativas para identificar as áreas de interesse no governo goiano e a criação de políticas para a exploração de minerais nas áreas definidas, além de parcerias técnicas, para que os minerais não sejam apenas extraídos, mas processados em Goiás.
"Junto com as universidades, [vamos] desenvolver em parceria com o governo americano as tecnologias. A separação desses minerais críticos é complexa. É uma técnica que os americanos têm e que nós ainda estamos em uma fase ainda muito rudimentar", disse o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), após assinar o acordo, em uma cerimônia no Consulado dos EUA em São Paulo.
"Goiás, com este acordo feito com o governo americano, deixa de ser apenas um estado que fornece matéria-prima, como o Pará", afirmou o mandatário goiano.
Parceria de nível federal
A parceria entre Goiás e o governo dos Estados Unidos é a primeira do tipo com um Estado brasileiro e precisa ser ratificado pelo Governo Federal, que detém a prerrogativa de titularidade e regulação da exploração de recursos minerais.
O encarregado de negócios nos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, que chefia a embaixada americana no país, disse que já há negociações em andamento para esse acordo em nível federal.
"Neste momento já temos proposta de acordo ao nível federal. Estamos em discussões; tivemos algumas discussões preliminares, mas estamos esperando ainda uma resposta favorável", disse o norte-americano.
“Este acordo vai abrir ainda mais portas para exploração, para desenvolvimento, para investimento. É um acordo que, como dizemos nos Estados Unidos, é win-win (ganha-ganha)”, afirmou Escobar.
Potencial goiano
O estado de Goiás tem a segunda maior reserva brasileira de terras raras, com minerais usados em novas tecnologias, como nióbio e níquel. Em 2023, foi aberta a primeira mina goiana do segmento, em Minaçu, no norte do Estado.
A unidade de Minaçu é a única fora da Ásia a processar, em escala comercial, os quatro elementos magnéticos de terras raras, segundo o Ministério de Minas e Energia.
Em novembro de 2025, o projeto recebeu um anúncio de até US$ 465 milhões do governo norte-americano. A unidade é controlada pela empresa Serra Verde.











