
Em 2019, durante uma viagem a Doha, no Catar, e a Riade, na Arábia Saudita, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu um presente dos sauditas, que ficou com ele mesmo após ter deixado a presidência da República. Dessa vez, uma caixa com um relógio Rolex , uma caneta Chopard , abotoaduras, anel e uma espécie de rosário árabe. O conjunto, de ouro branco e diamantes, é avaliado em mais de R$ 500 mil.
As informações são do jornal O Estado de São Paulo.
De acordo com a reportagem, diferente dos outros conjuntos de joias trazidos de forma ilegal para o Brasil por intermediários, esse ‘presente’ em questão teriam sido recebido, em mãos, pelo próprio Bolsonaro do regime da Arábia Saudita, após almoço com o rei Salman Bin Abdulaziz Al Saud.
Os outros artigos já revelados, um conjunto avaliado em R$ 16,5 milhões e outro em R$ 440 mil entraram no Brasil como contrabando, sem serem declarado como patrimônio da presidência tão pouco com o recolhimento dos impostos pela importação, caso fossem particular, motivo pelo qual o primeiro estojo ficou retido na alfândega após um flagrante aleatório.
Após receber as joias conhecidas agora, Bolsonaro chegou a pedir que esses itens fossem armazenados dentro de uma caixa de madeira clara, com o símbolo verde do brasão de armas da Arábia Saudita e que fossem guardados no acervo privado da Presidência. De acordo com as informações obtidas pelo O Estado, há uma confirmação disso no dia 8 de novembro de 2019, feita pelo Gabinete Adjunto de Documentação Histórica da Presidência.
Os documentos revelam também que não houve intermediário no trâmite de entrada do presente no território brasileiro e que o presidente teve contato com a caixa. Após 6 de junho de 2022, um novo formulário foi preenchido para que os presentes fossem “encaminhados ao gabinete do presidente Jair Bolsonaro” , o que aconteceu em 8 de junho daquele ano. De lá para cá os itens não foram mais movimentados oficialmente, o que indica que estão em posse do ex-mandatário.











