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Bolsonaro diz que Milton Ribeiro atendia prefeitos indicados por pastores ‘para dar uma moral’

O presidente Jair Bolsonaro (PL) minimizou o escândalo no Ministério da Educação e afirmou que o ex-ministro Milton Ribeiro queria apenas “dar uma moral” a dois pastores evangélicos aliados, Arilton Moura e Gilmar Santos, acusados de intermediar a distribuição de verbas públicas por meio de um “gabinete paralelo”.

Ex-ministro da Educação Milton Ribeiro em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, no dia 04 de fevereiro de 2022
Foto: Reprodução (Cláudio Reis/Estadão Conteúdo)

A declaração foi feita durante transmissão da sua Live semanal, nesta quinta-feira 23. Bolsonaro começou a comentar sobre o tema dizendo que exagerou na declaração sobre colocar a “cara no fogo” por Ribeiro, mas afirmou seguir confiando no ex-ministro.

“Eu falei lá trás que botava a cara no fogo por ele, né. Eu exagerei. Mas, eu boto a mão no fogo pelo Milton. Tá? Assim como boto por todos os meus ministros. Porque o que eu conheço deles, a vivência, etc., dificilmente alguém vai cometer um ato de corrupção”, disse o presidente.

Na sequência, Bolsonaro afirmou que não há “nada demais” na conduta de Ribeiro.

“Tão logo apareceu uma conversa em que o Milton falou publicamente, falou para várias pessoas: ‘olha, nós atendemos a todos os prefeitos, independente de partidos, atendemos a todos, agora, preferencialmente, os indicados pelo pastor tal’. Pra dar uma moral para ele [um dos pastores]. Nada demais", avaliou.

O presidente argumentou que Ribeiro pediu afastamento do cargo após o vazamento da conversa para imprensa. Reforçou, ainda, que a Polícia Federal começou a investigação a partir de uma apuração da Controladoria-Geral da União, a CGU, que teria dado atenção ao caso a pedido do próprio ex-ministro.

“A CGU começou a investigar o caso a pedido do ministro Milton. A Polícia Federal pegou o relatório da CGU e começou a investigar (...) No final, teve a investigação da PF, que levou em conta o trabalho da CGU pedido pelo Milton. E o juiz decretou a prisão”, comentou.

Na sequência, classificou como “constrangedor” o ato da Polícia Federal em prender Ribeiro e disse estar “chateado” com o episódio. Afirmou, ainda, que “não tinha materialidade nenhuma para a prisão” do ex-ministro.

Bolsonaro rebateu a suposição de que o ex-ministro teria praticado corrupção, tese que ganhou força com a descoberta de que Ribeiro recebeu um valor que estaria ligado aos pastores: foram 50 mil reais através da conta de sua esposa, segundo o próprio advogado.

A alegação da defesa, no entanto, é de que o montante seria originário da venda de um carro.

“Ué, cada um pode ter 50 mil na tua conta. Pode ter 100 mil na sua conta. Se você vender um imóvel hoje, você pode ter 200 mil na sua conta. Qual o problema?”, argumentou Bolsonaro. “É uma movimentação atípica? É. Qualquer movimentação acima de 10 mil reais é atípica. Mas ali era a compra de um carro.”

Em um trecho posterior da transmissão, o presidente disse continuar “acreditando” em Ribeiro e minimizou a gravidade da sua conduta sob a comparação a casos de corrupção registrados em governos petistas.

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