A Nasa deu início oficialmente na noite desta quarta-feira (1) ao segundo passo do histórico programa que promete reenviar seres humanos à superfície lunar.

Após enfrentar diversos atrasos não planejados nos últimos meses, a agência espacial norte-americana lançou, com sucesso, a missão Artemis II. Diferente de sua antecessora, esta jornada conta com quatro astronautas a bordo da cápsula Orion, impulsionada pelo Space Launch System, o poderoso foguete conhecido como SLS.
Segundo informações divulgadas pela agência espacial, a previsão é de que o sobrevoo na órbita da Lua aconteça na próxima segunda-feira (6). O plano de voo prevê uma duração aproximada de dez dias, sem a realização de pouso no solo lunar nesta etapa específica.
A tripulação composta por Reid Wiseman, comandante da missão; Victor Glover, piloto; Christina Koch, especialista de missão; e o astronauta canadense Jeremy Hansenutilizará, fara uma trajetória de retorno livre, aproveitando a gravidade combinada da Terra e da Lua para retornar ao nosso planeta sem a necessidade de manobras complexas de propulsão. Durante o trajeto, os astronautas vão testar sistemas vitais, incluindo suporte de vida, comunicações e controle manual em ambiente de espaço profundo.
Essa será a primeira missão tripulada por humanos a se afastar tanto da Terra em mais de meio século, superando as distâncias alcançadas na era das missões Apollo.
O sucesso da Artemis II é considerado a base para a futura missão Artemis III, que deverá levar a primeira mulher e a primeira pessoa negra a pisar na Lua nos próximos anos. De acordo com o administrador da agência, Jared Isaacman, o momento é de extrema relevância para a humanidade. "A Artemis II será um passo decisivo para a exploração espacial humana", afirmou o executivo ao destacar o esforço das equipes envolvidas. Ele ainda ressaltou que a iniciativa representa um avanço rumo ao estabelecimento de uma presença lunar duradoura. "A Artemis II representa um avanço rumo ao estabelecimento de uma presença lunar duradoura e ao envio de americanos a Marte", completou.
O programa Artemis, cujo nome homenageia a deusa grega irmã de Apolo, pretende transformar a Lua em um trampolim para futuras viagens tripuladas ao planeta Marte. O foguete SLS, com seus 98 metros de altura, produz um empuxo equivalente a 14 aviões Boeing 747 para enviar a cápsula Orion ao espaço. O veículo conta com o Módulo de Serviço Europeu para fornecer energia elétrica e gases respiráveis essenciais para a sobrevivência da equipe. Se tudo ocorrer conforme o planejado, a Nasa estabelecerá, no futuro, uma estação espacial chamada Gateway na órbita lunar. Este esforço conjunto marca o início de uma nova era de descobertas científicas e soberania tecnológica no espaço profundo.











